quarta-feira, 6 de março de 2013



Ver os Outros Como Eles Podem Vir a Ser
Presidente Thomas S. Monson


Devemos desenvolver a capacidade de ver os homens não como eles são, mas como podem vir a se tornar.
Meus queridos irmãos, duas vezes a cada ano, este magnífico Centro de Conferências fica lotado com o sacerdócio de Deus, ao nos reunirmos para ouvir mensagens de inspiração. Há um maravilhoso espírito que permeia a reunião geral do sacerdócio da Igreja. Esse espírito emana do Centro de Conferências e entra em todo edifício onde se reúnem os filhos de Deus. Sem dúvida sentimos esse espírito hoje à noite.

Há alguns anos, antes que este belo Centro de Conferências fosse construído, um visitante que estava na Praça do Templo, em Salt Lake City, assistiu a uma sessão de conferência geral no Tabernáculo. Ele ouviu as mensagens das Autoridades Gerais, prestou atenção nas orações, ouviu a bela música do Coro do Tabernáculo e maravilhou-se com a grandiosidade do magnífico órgão do Tabernáculo. Quando a reunião terminou, ouviram-no dizer: “Eu daria tudo o que tenho se soubesse que aquilo que os oradores disseram hoje é verdade”. Em essência, ele dizia: “Quem dera eu tivesse um testemunho do evangelho”.

Não há absolutamente nada neste mundo que dará mais consolo e felicidade do que um testemunho da verdade. Embora em níveis diferentes, creio que todo homem ou rapaz que está aqui hoje tem um testemunho. Se você sente que ainda não tem a profundidade de testemunho que gostaria, admoesto-o a trabalhar para alcançar esse testemunho. Se ele for forte e profundo, esforce-se para mantê-lo assim. Quão abençoados somos por ter um conhecimento da verdade!

Minha mensagem nesta noite, irmãos, é a de que há inúmeras pessoas que têm pouco ou nenhum testemunho neste instante, pessoas que poderiam e receberiam esse testemunho se estivéssemos dispostos a fazer o esforço de compartilhar o nosso e a ajudá-las a mudar. Em alguns casos, nós podemos prover o incentivo para a mudança. Refiro-me em primeiro lugar àqueles membros que no momento não estão plenamente comprometidos com o evangelho.

Há muitos anos, numa conferência de área realizada em Helsinque, Finlândia, ouvi uma mensagem vigorosa, memorável e motivadora proferida numa sessão para mães e filhas. Nunca esqueci aquela mensagem, embora quase 40 anos se tenham passado desde que a ouvi. Entre as muitas verdades abordadas pela oradora, ela disse que uma mulher precisa que lhe digam que ela é bonita. Precisa que lhe digam que é valorizada. Precisa que lhe digam que tem valor.

Irmãos, sei que os homens são muito semelhantes às mulheres nesse sentido. Precisamos ouvir que valemos algo, que somos capazes e que temos valor. Precisamos ter uma chance de servir. Para os membros que se afastaram da atividade ou que se mantêm distantes e não se comprometem, podemos procurar, em espírito de oração, algum meio de tocá-los. A iniciativa de pedir que sirvam em algum chamado pode ser exatamente o incentivo de que precisam para voltar à plena atividade. Mas os líderes que poderiam ajudá-los nesse sentido às vezes relutam em fazê-lo. Precisamos ter em mente que as pessoas podem mudar. Elas podem abandonar maus hábitos. Podem arrepender-se de transgressões. Podem portar dignamente o sacerdócio. E podem servir ao Senhor diligentemente. Gostaria de oferecer algumas ilustrações.

Quando me tornei membro do Quórum dos Doze Apóstolos, tive a oportunidade de acompanhar o Presidente N. Eldon Tanner, conselheiro do Presidente David O. McKay, a uma conferência de estaca em Alberta, Canadá. Durante a reunião, o presidente de estaca leu o nome de quatro irmãos que se qualificavam para ser ordenados élderes. Eram homens que o Presidente Tanner conhecia, porque tinha morado naquela área. Mas o Presidente Tanner os conhecia e lembrava-se deles como eram antes, e não sabia que eles tinham mudado a vida e se qualificado plenamente para tornarem-se élderes.

O presidente da estaca leu o nome do primeiro homem e pediu que ele ficasse de pé. O Presidente Tanner sussurrou para mim: “Olhe para ele. Não achei que ele conseguiria”. O presidente da estaca leu o nome do segundo homem, e ele ficou de pé. O Presidente Tanner me cutucou de novo e expressou seu assombro. E o mesmo aconteceu com todos os quatro irmãos.

Depois da reunião, o Presidente Tanner e eu tivemos a oportunidade de cumprimentar aqueles quatro irmãos. Eles demonstraram que os homens podem mudar.

Nas décadas de 1940 e 1950, um carcereiro americano, Clinton Duffy, ficou muito conhecido por seu trabalho de reabilitação de homens em sua prisão. Um crítico disse: “Você devia saber que cães velhos não aprendem truques novos!”

Clinton Duffy respondeu: “Você devia saber que não trabalho com cães, trabalho com homens, e os homens mudam todo dia”.1

Há muitos anos, tive minha oportunidade de servir como presidente da Missão Canadense. Tínhamos ali um ramo com muitas limitações em relação ao sacerdócio. Sempre tivemos um missionário que presidia o ramo. Tive a forte impressão de que precisávamos que um membro do ramo presidisse ali.

Tínhamos um membro adulto do ramo que era diácono no Sacerdócio Aarônico, mas não frequentava nem participava o suficiente para ser avançado no sacerdócio. Senti-me inspirado a chamá-lo como presidente do ramo. Sempre me lembrarei do dia em que o entrevistei. Eu lhe disse que o Senhor me havia inspirado a chamá-lo para ser o presidente do ramo. Após muitos protestos da parte dele, e muito incentivo da parte da esposa, ele disse que serviria. Eu o ordenei sacerdote.

Aquele foi o princípio de um novo dia para aquele homem. Sua vida foi rapidamente colocada em ordem, e ele me assegurou que viveria os mandamentos conforme era esperado dele. Em poucos meses, foi ordenado élder. Ele, a esposa e a família, por fim, foram ao templo, e foram selados. Seus filhos serviram missão e se casaram na casa do Senhor.

Às vezes, fazer com que nossos irmãos saibam que são necessários e valorizados pode ajudá-los a dar o passo para o comprometimento e para a plena atividade. Isso pode se aplicar a portadores do sacerdócio de todas as idades. É nossa responsabilidade dar-lhes oportunidades para viver como devem. Podemos ajudá-los a vencer suas fraquezas. Precisamos desenvolver a capacidade de ver os homens não como eles são no momento, mas como podem vir a ser quando receberem um testemunho do evangelho de Cristo.

Assisti certa vez a uma reunião em Leadville, Colorado. Leadville situa-se a uma altitude de mais de 3.000 metros. Lembro-me particularmente daquela reunião por causa da altitude elevada, mas também por causa do que aconteceu ali naquela noite. Havia apenas um pequeno número de portadores do sacerdócio presentes. Como no ramo da Missão Canadense, aquele ramo era presidido por um missionário, e sempre tinha sido.

Naquela noite, tivemos uma reunião muito agradável, mas quando cantávamos o último hino, tive a inspiração de que deveríamos ter um presidente de ramo local presidindo. Virei-me para o presidente da missão e perguntei: “Não há algum homem aqui que poderia presidir — um membro local?”

Ele respondeu: “Não conheço ninguém”.

Enquanto cantávamos aquele hino, olhei cuidadosamente para os irmãos que estavam sentados nas três primeiras fileiras. Minha atenção pareceu concentrar-se em um dos irmãos. Perguntei ao presidente da missão: “Será que ele poderia servir como presidente do ramo?”

Ele respondeu: “Não sei. Pode ser que sim”.

Eu disse: “Presidente, vou levá-lo para a outra sala e entrevistá-lo. Fale depois do último hino, até que voltemos”.

Quando nós dois voltamos para o salão, o presidente da missão concluiu seu testemunho. Apresentei o nome daquele irmão para ser o novo presidente do ramo. Desde aquele dia, Leadville, Colorado, tem tido um membro local a liderar a unidade ali.

O mesmo princípio, irmãos, aplica-se aos que ainda não são membros. Devemos desenvolver a capacidade de ver os homens não como eles são, mas como podem vir a se tornar quando forem membros da Igreja, quando tiverem um testemunho do evangelho e quando sua vida estiver em harmonia com seus ensinamentos.

No ano de 1961, uma conferência mundial foi realizada para presidentes de missão, e todo presidente de missão da Igreja foi trazido para Salt Lake City para participar dessas reuniões. Vim de minha missão, em Toronto, Canadá, a Salt Lake City.

Em uma determinada reunião, N. Eldon Tanner, que era o Assistente do Quórum dos Doze, acabara de retornar de sua primeira vez em que presidiu as missões da Inglaterra e da Europa Ocidental. Ele contou a respeito de um missionário que tinha sido o mais bem-sucedido que ele conhecera em todas as entrevistas que fizera. Contou que ao entrevistar aquele missionário, disse a ele: “Suponho que todas as pessoas que você batizou vieram para a Igreja por meio de referências”.

O rapaz respondeu: “Não, encontramos todos elas enquanto batíamos em portas”.

O irmão Tanner perguntou o que havia de diferente em sua abordagem — por que ele tivera tamanho sucesso, quando outros não. O rapaz disse que ele tentava batizar toda pessoa que conhecia. Disse que se ele batesse em uma porta e visse um homem fumando e usando roupas velhas, aparentemente desinteressado de tudo — principalmente de religião — o missionário visualizava na mente como se pareceria aquele homem em uma situação diferente. Em sua mente, olhava para ele como se estivesse bem barbeado, vestindo camisa e calças brancas. E o missionário se via conduzindo aquele homem para as águas do batismo. Ele disse: “Quando olho para alguém dessa forma, tenho a capacidade de prestar meu testemunho a ele de modo a poder tocar-lhe o coração”.

Temos a responsabilidade de olhar para nossos amigos, nossos colegas, nossos vizinhos desse modo. Repito: temos a responsabilidade de ver as pessoas não como elas são, mas, sim, como podem vir a ser. Peço-lhes que pensem nelas dessa maneira.

Irmãos, o Senhor nos disse algo importante sobre este sacerdócio que possuímos. Ele disse que o recebemos com um juramento e convênio. Ele nos deu a instrução de que precisamos ser fiéis e leais em tudo o que recebermos, e de que temos a responsabilidade de guardar esse convênio até o fim. E então, tudo o que o Pai tem nos será dado.2

Coragem é a palavra que temos de ouvir e manter próxima do coração — coragem de dar as costas à tentação, coragem de erguer a voz em testemunho para todos com quem nos encontrarmos, lembrando que todos precisam ter a oportunidade de ouvir a mensagem. Isso não é uma coisa fácil para a maioria. Mas podemos vir a acreditar nas palavras de Paulo a Timóteo:

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.

Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor”.3

Em maio de 1974, estive com o irmão John H. Groberg, nas ilhas tonganesas. Tínhamos uma audiência com o rei de Tonga e fomos recebidos em uma sessão formal. Trocamos os cumprimentos de praxe. Contudo, antes de sair, John Groberg disse algo que era fora do comum. Ele disse: “Vossa Majestade, deveis realmente tornar-vos mórmon, e vossos súditos também, porque assim os vossos problemas e os deles, em grande parte, serão solucionados”.

O rei deu um grande sorriso e respondeu: “John Groberg, talvez você esteja certo”.

Pensei no Apóstolo Paulo perante Agripa. Pensei na resposta que Agripa deu ao testemunho de Paulo: “Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!”4 O irmão Groberg teve a coragem de prestar seu testemunho a um rei.

Nesta noite, há muitos milhares de nós que servem ao Senhor em tempo integral como Seus missionários. Em resposta a um chamado, eles deixaram para trás o lar, a família, os amigos e os estudos e foram servir. Aqueles que não compreendem se perguntam: “Por que eles respondem tão prontamente e com tanta disposição, doando tanto de si?”

Nossos missionários poderiam muito bem responder com as palavras de Paulo, aquele inigualável missionário do passado: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!”5

As santas escrituras não contém uma proclamação mais relevante, uma responsabilidade mais forte, uma instrução mais direta do que o encargo dado pelo Senhor ressuscitado ao aparecer na Galileia aos 11 discípulos, dizendo:

“É-me dado todo o poder no céu e na terra.

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.6

Esse mandamento divino, juntamente com sua gloriosa promessa, é nosso lema hoje, como foi no meridiano dos tempos: O trabalho missionário é uma característica identificadora da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Sempre foi e sempre será. Como declarou o Profeta Joseph Smith: “Depois de tudo o que foi dito, o maior e mais importante dever é pregar o Evangelho”.7

Dentro de breves dois anos, todos os missionários que servem atualmente nesse nobre exército de Deus terão concluído seu trabalho de tempo integral e retornado para o lar e para seus entes queridos. Seus substitutos encontram-se nesta noite nas fileiras dos portadores do Sacerdócio Aarônico da Igreja. Rapazes, estão prontos para atender ao chamado? Estão dispostos a trabalhar? Estão preparados para servir?

O Presidente John Taylor resumiu os requisitos: “O tipo de homem que desejamos como portadores da mensagem deste evangelho são aqueles que têm fé em Deus, que têm fé em sua religião; homens que honram o sacerdócio; (…) homens cheios do Espírito Santo e do poder de Deus, (…) homens (…) honrados, íntegros, virtuosos e puros”.8

Irmãos, todos recebemos o mandamento de compartilhar o evangelho de Cristo. Se nossa vida for condizente com o próprio padrão de Deus, aqueles que estão em nossa esfera de influência jamais lamentarão, dizendo: “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos”.9

O perfeito Pastor de nossa alma, o missionário que redimiu a humanidade, deu-nos Sua garantia divina:

“E, se trabalhardes todos os vossos dias clamando arrependimento a este povo e trouxerdes a mim mesmo que seja uma só alma, quão grande será vossa alegria com ela no reino de meu Pai!

E agora, se vossa alegria é grande com uma só alma que tiverdes trazido a mim no reino de meu Pai, quão grande será vossa alegria se me trouxerdes muitas almas!”10

Daquele que proferiu essas palavras presto meu testemunho pessoal. Ele é o Filho de Deus, nosso Redentor, e nosso Salvador.

Oro para que tenhamos a coragem de estender a mão da amizade, a tenacidade de tentar e tentar novamente, e a humildade necessária para buscar orientação de nosso Pai, ao cumprirmos o mandamento que recebemos de compartilhar o evangelho. A responsabilidade está sobre nossos ombros, irmãos. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

Notas
1. Bill Sands, The Seventh Step, 1967, p. 9

2. Ver Doutrina e Convênios 84:33–39.

3. II Timóteo 1:7–8.

4. Atos 26:28.

5. I Coríntios 9:16.

6. Mateus 28:18–20.

7. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, 2007, p. 343.

8. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: John Taylor, 2001, p. 73.

9. Jeremias 8:20.

10. Doutrina e Convênios 18:15–16.

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domingo, 17 de fevereiro de 2013

O que é a Verdade? Presidente Uchtdord - Devocional do SEI - Janeiro

O Que É a Verdade?

Presidente Dieter F. Uchtdorf
Da Primeira Presidência


Meus amados irmãos e irmãs, meus queridos jovens amigos, sinto-me grato pelo privilégio de estar com vocês hoje. Sempre me eleva o espírito estar cercado de jovens adultos da Igreja, e vocês me inspiram a declarar: “Que Sião se erga em beleza”. Vocês moram espalhados pelo mundo inteiro e de modo muito belo representam o futuro e a força da Igreja. Graças a seus desejos justos e seu comprometimento de seguir o Salvador, o futuro desta Igreja parece brilhante.
Trago-lhes o amor e a bênção do Presidente Thomas S. Monson. A Primeira Presidência ora com frequência por vocês. Sempre pedimos ao Senhor que os abençoe, guarde e guie.

Os Homens Cegos e o Elefante

Há bem mais de um século, um poeta americano transformou em versos uma antiga parábola. A primeira estrofe do poema fala sobre:
Seis homens do Hindustão,
Muito ávidos por aprender
Quiseram conhecer o Elefante
Embora, cegos, não o pudessem ver
Pelo que observaram,
Sua mente procuraram satisfazer.
No poema, cada um dos seis viajantes pegou uma parte do elefante e descreveu para os outros o que havia descoberto.
Um dos homens encontrou as patas do elefante e o descreveu como sendo redondo e áspero como uma árvore. Outro sentiu as presas e descreveu o elefante como uma lança. Um terceiro agarrou a cauda e insistiu que o elefante se parecia com uma corda. Um quarto descobriu a tromba e afirmou que o elefante era como uma grande cobra.
Cada um deles descrevia a verdade.
E como sua verdade se baseava em uma experiência pessoal, cada qual insistia que tinha conhecimento do que sabia.
O poema conclui, dizendo:
Então aqueles homens do Hindustão
Por muito tempo ficaram a debater,
cada qual com sua própria opinião a defender
Sem querer ceder,
Embora cada um deles estivesse certo, em parte,
Todos estavam errados em seu parecer!1

Vemos essa história, à distância, e sorrimos. Afinal, sabemos qual é a aparência de um elefante. Já lemos a respeito deles, nós os vimos em filme, e muitos já os vimos com nossos próprios olhos. Cremos saber a verdade sobre o que é um elefante. O fato de alguém fazer um juízo com base em um único aspecto da verdade e aplicá-lo ao todo parece absurdo e até inacreditável. Por outro lado, será que nos reconhecemos naqueles seis homens cegos? Será que já fomos culpados de seguir esse mesmo padrão de pensamento?

Suponho que o motivo de essa história ter-se mantido tão popular em muitas culturas ao longo de tantos anos seja sua aplicação universal. O Apóstolo Paulo disse que neste mundo a luz é obscura e vemos apenas parte da verdade, como se olhássemos “por espelho, em enigma”.2 Contudo, parece fazer parte de nossa natureza humana adotar pressupostos em relação a pessoas, política e religião, com base em nossa experiência pessoal, que muitas vezes é equivocada e incompleta.
Lembro-me da história de um casal que estava casado havia 60 anos. Raramente brigaram em todo aquele tempo, e os dias que passaram juntos foram cheios de felicidade e contentamento. Compartilhavam tudo e não tinham segredos entre eles: exceto um. A mulher tinha uma caixa que guardava no alto da dispensa, e ela disse ao marido que ele não deveria olhar dentro dela enquanto fossem casados.

À medida que as décadas se passaram, chegou um momento em que o marido pegou a caixa e perguntou se poderia finalmente saber o que ela continha. A mulher consentiu, e ele a abriu, descobrindo duas toalhinhas de crochê e 25.000 dólares. Quando ele perguntou o que aquilo significava, ela respondeu: “Quando nos casamos, minha mãe me disse que sempre que ficasse brava com você ou sempre que você dissesse algo de que eu não gostasse, eu deveria tricotar uma toalhinha de crochê e depois conversar com você sobre o assunto.
O marido ficou comovido até ficar em lágrimas com aquela meiga história. Ficou admirado de que nos 60 anos de casamento ele tivesse incomodado a esposa apenas o suficiente para que ela tricotasse duas toalhinhas de crochê. Sentindo-se extremamente bem a respeito de si mesmo, pegou a mão da mulher e disse: “Isso explica as toalhinhas, mas e quanto aos 25.000 dólares?”

A esposa sorriu docemente e disse: “Esse é o dinheiro que ganhei vendendo todas as toalhinhas que tricotei ao longo dos anos”.
Essa história não apenas ensina uma forma interessante de lidar com as diferenças no casamento, mas também ilustra a insensatez de tirar conclusões apressadas com base em informações limitadas.
Muito frequentemente as “verdades” que contamos a nós mesmos são meros fragmentos da verdade, e às vezes não correspondem de forma alguma à verdade.
Gostaria hoje de falar sobre a verdade. Ao fazê-lo, peço que ponderem algumas perguntas importantes.

A primeira pergunta é: “O que é a verdade?”
A segunda: “É realmente possível conhecer a verdade?”
E a terceira: “Como devemos reagir a algo que contradiz as verdades que aprendemos previamente?”

O Que É a Verdade?

O que é a verdade? Nos momentos finais de Sua vida, o Salvador foi levado perante Pôncio Pilatos. Os anciãos dos judeus haviam acusado Jesus de traição e rebelião contra Roma e insistiam que Ele fosse condenado à morte.
Quando Pilatos se viu face a face com o Homem da Galileia, ele perguntou: “Tu és rei?”
Jesus respondeu: Para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.”3
Não sei que tipo de homem era Pilatos, nem sei no que ele estava pensando. Porém, imagino que ele era muito instruído e tinha visto grande parte do mundo.
Sinto um ceticismo enfadado na resposta de Pilatos. Ouço em suas palavras a voz de um homem que já fora um idealista, mas que, depois de muita experiência de vida, parecia ter se tornado um pouco indiferente e até cansado.
Não creio que Pilatos estava encorajando um diálogo ao responder com poucas palavras: “Que é a verdade?”4
Para ampliar a questão, imagino que ele estivesse realmente perguntando: “Como seria possível alguém conhecer a verdade?”
E essa é a uma pergunta para todas as épocas e para todas as pessoas.

Pode Alguém Conhecer a Verdade?

Agora, pode alguém conhecer a verdade? Algumas das maiores mentes que já viveram nesta Terra tentaram responder a essa pergunta. A natureza ilusória da verdade foi um tema favorito dos grandes poetas e contadores de história do passado. Shakespeare parecia estar particularmente fascinado por ela. Da próxima vez que lerem uma das tragédias de Shakespeare, observem com que frequência a trama se baseia na incompreensão de uma verdade importante.
Nunca na história do mundo tivemos acesso tão fácil a tantas informações: algumas verdadeiras, algumas falsas e grande parte delas parcialmente verdadeiras.

Consequentemente, nunca na história do mundo foi tão importante aprender a discernir corretamente a verdade do erro.
Parte de nosso problema na busca da verdade é que a sabedoria humana nos desapontou com muita frequência. Temos incontáveis exemplos de coisas que a humanidade “sabia” serem verdadeiras, mas que se provaram falsas.
Por exemplo, apesar de outrora ter sido consenso geral, o mundo não é plano.As estrelas não giram em torno da Terra. Comer um tomate não causa morte instantânea. E, é claro, o homem realmente consegue voar — até mesmo quebrar a barreira do som.
As escrituras estão repletas de histórias de homens e mulheres que interpretaram erroneamente a “verdade”.

No Velho Testamento, Balaão não conseguiu resistir ao “prêmio da [iniquidade]”5 oferecido pelos moabitas. Assim, se convenceu a acreditar em uma nova verdade e a ajudar os moabitas a levar os israelitas à maldição por meio da imoralidade e da desobediência.6
O apóstata Corior, depois de desviar muitos da verdade, confessou que o diabo o enganara a ponto de ele realmente acreditar que estava dizendo a verdade.7
No Livro de Mórmon, tanto os nefitas quanto os lamanitas acreditaram em suas próprias “verdades” uns em relação aos outros. A “verdade” dos nefitas sobre os lamanitas era a de que eles eram “um povo selvagem, feroz e sanguinário”,8 incapazes de aceitar o evangelho. A “verdade” dos lamanitas em relação aos nefitas era a de que Néfi havia roubado a primogenitura de seu irmão e que os descendentes de Néfi eram mentirosos que continuavam a privar os lamanitas de seus direitos.9 Essas “verdades” alimentaram seu ódio mútuo até acabar por consumi-los.
Não é preciso dizer que há muitos exemplos no Livro de Mórmon que contradizem esses dois estereótipos. Mesmo assim, nefitas e lamanitas acreditaram nessas “verdades” que moldaram o destino daquele povo outrora poderoso e belo.

A Natureza Humana e a Verdade

De certa forma, todos somos susceptíveis a pensamentos estranhos.
As “verdades” a que nos apegamos moldam a qualidade de nossa sociedade e nosso caráter individual. No entanto, com frequência essas “verdades” se baseiam em evidências incompletas ou imprecisas, e servem a motivações bem egoístas.
Parte do motivo do juízo equivocado advém da tendência da humanidade de obscurecer a linha demarcatória entre crença e verdade. Com muita frequência confundimos crença com verdade, achando que se algo faz sentido ou é conveniente, deve ser verdade. Por outro lado, às vezes deixamos de acreditar na verdade ou a rejeitamos porque ela exige que mudemos ou que admitamos estar errados. Com frequência, a verdade é rejeitada porque não parece ser coerente com o que vivenciamos antes.
Quando as opiniões, ou “verdades”, de outros contradizem as nossas, em vez de levar em consideração a possibilidade de haver informações que poderiam ser úteis e que ampliariam ou complementariam o que sabemos, com frequência tiramos conclusões apressadas ou fazemos suposições de que a outra pessoa está mal-informada, mentalmente perturbada ou até conscientemente mal-intencionada.
Infelizmente, essa tendência pode se espalhar para todas as áreas de nossa vida: desde os esportes até os relacionamentos familiares, e da religião à política.

Ignaz Semmelweis

Um exemplo trágico dessa tendência é a história de Ignaz Semmelweis, um físico húngaro que praticava a medicina em meados do século XIX. Bem no início de sua carreira, o Dr. Semmelweis descobriu que 10 por cento das mulheres que o procuravam em sua clínica morriam de febre de parto, ao passo que o índice de mortalidade de uma clínica vizinha era menos de 4 por cento. Ele decidiu pesquisar o motivo.
Depois de investigar as duas clínicas, o Dr. Semmelweiss concluiu que a única diferença significativa era que sua clínica era de ensino, no qual os cadáveres eram examinados. Ele observou que os médicos saíam diretamente da autópsia para a sala de parto, e concluiu que de alguma forma os cadáveres contaminavam as mãos deles e causavam febres mortais.
Quando começou a recomendar que os médicos lavassem a mão com solução de cal clorada, seu conselho foi recebido com indiferença e até escárnio. As conclusões dele contradiziam as “verdades” dos outros médicos. Alguns de seus colegas até acreditaram ser absurdo achar que a mão de um médico pudesse ser impura ou causar doenças.
Mas Semmelweis insistiu e até criou uma regra para os médicos de sua clínica de lavar as mãos antes de realizar partos. Consequentemente, o índice de mortalidade prontamente caiu em cerca de 90 por cento. Semmelweis sentiu que sua conclusão fora comprovada e tinha certeza de que aquela prática passaria a ser adotada por toda a comunidade médica. Mas estava enganado. Seus resultados extraordinários não foram suficientes para mudar o modo de pensar de muitos médicos da época.

É Possível Conhecer a Verdade?

Um ponto importante em relação à verdade é que ela existe a despeito da crença. Ela é verdade mesmo que ninguém acredite nisso.
Podemos dizer que o oeste é norte e que o norte é oeste o dia inteiro e até acreditar nisso de todo o coração, mas se, por exemplo, quisermos voar de Quito, Equador, para a cidade de Nova York, nos Estados Unidos, a única direção que nos levará até lá é norte; ir para o oeste simplesmente não conseguirá fazê-lo.
Evidentemente, isso é só uma simples analogia da aviação. Contudo, existe de fato uma coisa chamada verdade absoluta — inegável e imutável.
Essa verdade difere da crença. Difere da esperança. A verdade absoluta não depende da opinião pública ou da popularidade. As votações não podem abalá-la. Nem mesmo a inesgotável autoridade do endosso de uma celebridade pode mudá-la.
Então, como encontramos a verdade?
Creio que nosso Pai Celestial fica contente com Seus filhos quando eles usam seus talentos e faculdades mentais para diligentemente descobrir a verdade. Ao longo dos séculos, muitos homens e mulheres sábios — usando a lógica, o raciocínio, a pesquisa científica e, sim, por meio da inspiração — descobriram a verdade. Essas descobertas enriqueceram a humanidade, melhoraram nossa vida e inspiraram alegria, assombro e admiração.
Mesmo assim, as coisas que achávamos que sabíamos estão continuamente sendo ampliadas, modificadas ou até refutadas por estudiosos empreendedores que buscam compreender a verdade.
Como sabemos, é difícil separar o que é verdade do que é nossa própria vivência. Para piorar as coisas, temos um adversário, “o diabo [que] anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”.10

Satanás é o grande enganador, “o acusador [dos] irmãos”,11 o pai de todas as mentiras,12 que continuamente procura enganar para nos derrubar.13
O adversário tem muitas estratégias astutas para impedir os mortais de conhecer a verdade. Ele oferece a crença de que a verdade é relativa; apelando para o nosso senso de tolerância e justiça, ele mantém a verdade real oculta, argumentando que a “verdade” de uma pessoa é tão válida quanto a de qualquer outra.
A alguns, ele instiga a crer que há uma verdade absoluta em algum lugar, mas que é impossível conhecê-la.
Para os que já abraçaram a verdade, sua principal estratégia é espalhar sementes de dúvida. Por exemplo: ele faz com que muitos membros da Igreja caiam quando descobrem informações sobre a Igreja que parece contradizer o que aprenderam anteriormente.
Se vivenciarem um momento assim, lembrem-se de que nesta era da informação há muitos que criam dúvidas sobre tudo e sobre todos, em qualquer época e em qualquer lugar.
Vocês até encontrarão aqueles que ainda alegam que temos provas de que o mundo é plano, de que a Lua é um holograma e de que certos astros do cinema são alienígenas de outro planeta. E sempre é bom ter em mente que o simples fato de algo ter sido impresso, aparecer na Internet, ser frequentemente repetido ou ter um forte grupo de seguidores não transforma isso em verdade.
Às vezes alegações ou informações falsas são apresentadas de forma a parecerem muito verossímeis. Contudo, quando se depararem com informações que conflitem com a palavra revelada de Deus, lembrem que os homens cegos da parábola do elefante nunca conseguiam descrever precisamente a verdade completa.

Simplesmente não conhecemos todas as coisas — não podemos ver tudo. O que hoje pode parecer contraditório pode ser perfeitamente compreensível se pesquisarmos e recebermos mais informações dignas de confiança. Como vemos por um espelho embaçado, temos que confiar no Senhor, que vê todas as coisas claramente.
Sim, nosso mundo está cheio de confusão. Mas no final todas as nossas perguntas serão respondidas e todas as nossas dúvidas substituídas pela certeza. E isso é porque existe uma fonte de verdade que é completa, correta e incorruptível. Essa fonte é nosso infinitamente sábio e onisciente Pai Celestial. Ele conhece a verdade como era, como é e como será.14 “Ele compreende todas as coisas (…); e ele está acima de todas as coisas e em todas as coisas (…) e ao redor de todas as coisas; e todas as coisas existem por ele e dele.”15
Nosso amoroso Pai Celestial oferece Sua verdade a nós, Seus filhos mortais.
Qual é essa verdade?

É o Seu evangelho. É o evangelho de Jesus Cristo. Jesus Cristo é “o caminho, a verdade e a vida”.16
Se pelo menos tivermos coragem e fé suficientes para trilhar Seu caminho, ele nos conduzirá à paz no coração e na mente, a um significado duradouro na vida, à felicidade neste mundo e alegria no mundo vindouro. O Salvador “não está longe de cada um de nós”.17 Temos Sua promessa de que se O buscarmos diligentemente, nós O encontraremos.18

Nossa Obrigação de Buscar a Verdade

Mas como podemos saber que essa “verdade” difere de todas as outras? Como podemos confiar nessa “verdade”?
O convite de confiar no Senhor não nos isenta da responsabilidade de saber por nós mesmos. É mais do que uma oportunidade, é uma obrigação, e é um dos motivos pelos quais fomos enviados para esta Terra.
Os santos dos últimos dias não são instados a aceitar cegamente tudo o que ouvem. Somos incentivados a pensar e a descobrir a verdade por nós mesmos. Espera-se que ponderemos, que examinemos, que avaliemos e então cheguemos a um conhecimento pessoal da verdade.
Brigham Young disse: “Tenho (…) receio de que este povo tenha tanta confiança em seus líderes que deixem de perguntar por eles mesmos a Deus se estão sendo liderados por Ele. Tenho medo de que se acomodem em uma atitude cega de segurança individual. (…) Que todo homem e mulher saiba, pelo sussurro do Espírito de Deus para eles mesmos, se seus líderes estão trilhando o caminho que o Senhor ordena”.19
Buscamos a verdade onde quer que a encontremos. O Profeta Joseph Smith ensinou que “o mormonismo é a verdade. (…) O primeiro e mais fundamental princípio de nossa religião é o de que cremos ter o direito de aceitar toda e qualquer porção da verdade, sem restrições, e sem sermos limitados ou (…) proibidos pelas crenças ou ideias supersticiosas dos homens”.20
Sim, temos a plenitude do evangelho eterno, mas isso não significa que saibamos tudo. De fato, um princípio do evangelho restaurado é nossa crença de que Deus “ainda revelará muitas coisas grandiosas e importantes”.21
A Restauração do evangelho de Jesus Cristo ocorreu porque um jovem de coração humilde e de mente perspicaz procurava a verdade. Joseph estudou e depois agiu adequadamente. Ele descobriu que se o homem tem falta de sabedoria pode perguntar a Deus e a verdade lhe será realmente concedida.22
O grande milagre da Restauração não foi apenas o fato de ela ter corrigido ideias falsas e doutrinas corruptas — embora sem dúvida tenha feito isso — mas, sim, de que abriu as cortinas do céu e iniciou um fluxo constante de nova luz e conhecimento que continua até hoje.
Assim, buscamos continuamente a verdade em todos os bons livros e outras fontes sadias. “Se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, nós a procuraremos.”23 Desse modo podemos resistir às falsidades do maligno. Desse modo, aprendemos a verdade “preceito sobre preceito, linha sobre linha”.24 E aprenderemos que a inteligência apega-se à inteligência; a sabedoria recebe a sabedoria; a verdade abraça a verdade.”25
Meus jovens amigos, à medida que aceitarem a responsabilidade de buscar a verdade com a mente aberta e o coração humilde, vocês se tornarão mais tolerantes em relação aos outros, mais abertos para ouvir, mais preparados para compreender, mais inclinados a edificar em vez de derrubar e mais dispostos a ir aonde o Senhor deseja que vão.

O Espírito Santo — Nosso Guia para Toda a Verdade

Apenas pensem nisso. Temos de fato um poderoso companheiro e guia de confiança nessa busca incessante pela verdade. Que é Ele? É o Espírito Santo. Nosso Pai Celestial sabia como seria difícil para Seus filhos filtrar todo o ruído perturbador e descobrir a verdade durante a mortalidade. Ele sabia que veríamos apenas uma parte de verdade e sabia que Satanás tentaria nos enganar. Por isso Ele nos deu o dom celeste do Espírito Santo para iluminar-nos a mente, ensinar-nos e prestar-nos testemunho da verdade.
O Espírito Santo é um revelador. Ele é o Consolador, que nos ensina “a verdade de todas as coisas; [que] conhece todas as coisas e tem todo o poder, de acordo com a sabedoria, a misericórdia, a verdade, a justiça e o juízo”.26
O Espírito Santo é um guia seguro e confiável que auxilia todos os mortais que buscam a Deus ao navegarem pelas águas frequentemente turbulentas da confusão e da contradição.
O Testemunho da verdade proveniente do Espírito Santo está ao alcance de todos, em toda parte, no mundo inteiro. Todos os que buscam conhecer a verdade, que a estudam na mente,27 e depois “[perguntam] com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, [conhecerão] a verdade (…) pelo poder do Espírito Santo”.28
E há ainda o adicional e indescritível Dom do Espírito Santo que está ao alcance de todos os que se qualificarem por meio do batismo e por viverem de modo a ser dignos de Sua companhia constante.
Sim, nosso amoroso Pai Celestial jamais nos abandonaria nesta mortalidade para vagarmos na escuridão. Não precisamos ser enganados. Podemos sobrepujar as trevas deste mundo e descobrir a verdade divina.
Alguns, porém, não buscam a verdade com tanta determinação quanto se empenham em contender. Não buscam sinceramente aprender, mas desejam discordar para mostrar sua suposta erudição e assim causar contendas. Ignoram ou rejeitam o conselho do Apóstolo Paulo a Timóteo: “E rejeita as questões loucas, e sem instrução, sabendo que produzem contendas”.29
Como discípulos de Jesus Cristo, sabemos que essas contendas não condizem de modo algum com o Espírito do qual dependemos em nossa busca da verdade. Como o Salvador advertiu os nefitas: “Pois em verdade, em verdade vos digo que aquele que tem o espírito de discórdia não é meu, mas é do diabo, que é o pai da discórdia.”30
Se seguirmos o Espírito, nossa busca pessoal da verdade inevitavelmente nos levará ao Senhor e Salvador, sim, Jesus Cristo, porque Ele é “o caminho, a verdade e a vida”.31 Talvez esse não seja o modo mais conveniente; provavelmente será também a estrada menos percorrida e será o caminho com montanhas a escalar e rios turbulentos a cruzar, mas será a maneira Dele — a maneira redentora do Salvador.
Acrescento meu testemunho como Apóstolo do Senhor, de que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo. Sei disso de todo o meu coração e mente. Sei disso pelo testemunho e poder do Espírito Santo.
Peço que não poupem esforços em sua busca para conhecer essa verdade por vocês mesmos, porque essa verdade os libertará.32
Meus queridos jovens amigos, vocês são a esperança da Israel. Nós os amamos. O Senhor os conhece; Ele os ama. O Senhor tem grande confiança em vocês. Ele conhece seus sucessos e está ciente de seus desafios e dúvidas na vida.
É minha oração que busquem a verdade sincera e incessantemente, que anseiem por beber da fonte de toda verdade, cujas águas são puras e doces, “uma fonte de água que [salta] para a vida eterna”.33
Eu os abençoo com confiança no Senhor e um desejo profundamente enraizado de discernir a verdade do erro — hoje e por toda a vida. Essa é minha oração e minha bênção, no sagrado nome de Jesus Cristo. Amém.
© 2013 Intellectual Reserve, Inc. Todos os direitos reservados. Aprovação do inglês: 8/12. Aprovação da tradução: 8/12. Tradução de What Is Truth? Português. PD50045368 059

    Notas

  1.  1. John Godfrey Saxe, The Poems of John Godfrey Saxe, 1873, pp. 135–136, books.google.com.
  2.  2.  I Coríntios 13:12.
  3.  3.  João 18:37.
  4.  4. Ver João 18:33–38.
  5.  5.  II Pedro 2:15.
  6.  6. Para ler a história de Balaão, ver Números 22 a 24; ver também Números 31:16; Apocalipse 2:14.
  7.  7. Ver Alma 30:52, 53.
  8.  8.  Mosias 10:12.
  9.  9. Ver Mosias 10:12; Alma 20:.
  10.  10.  I Pedro 5:8.
  11.  11.  Apocalipse 12:10.
  12.  12. Ver João 8:44.
  13.  13. Ver Doutrina e Convênios 50:3.
  14.  14. Ver Doutrina e Convênios 93:24.
  15.  15.  Doutrina e Convênios 88:41.
  16.  16.  João 14:6.
  17.  17.  Atos 17:27.
  18.  18. Ver Deuteronômio 4:29; Provérbios 8:17; Atos 17:27; Doutrina e Convênios 88:63.
  19.  19.  Discursos de Brigham Young, compilados por John A. Widtsoe, 1941, p. 135.
  20.  20.  Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, 2007, p. 264.
  21.  21.  Regras de Fé 1:9.
  22.  22. Ver Thiago 1:5.
  23.  23.  Regras de Fé 1:13.
  24.  24.  Isaías 28:10.
  25.  25. Ver Doutrina e Convênios 88:40.
  26.  26.  Moisés 6:61.
  27.  27. Ver Doutrina e Convênios 9:8.
  28.  28.  Morôni 10:4.
  29.  29.  II Timóteo 2:23.
  30.  30.  3 Néfi 11:29.
  31.  31.  João 14:6.
  32.  32. Ver João 8:32.
  33.  33.  João 4:14.

Devocionais do SEI 2013

Olá para todos!!! Por bastante tempo eu não acessei mais este blog. POrém a partir de hoje estarei retornando as atividades neste blog, e agora com uma novidade: estarei postando aqui os discursos dos devocionais do Sei. Estará disponível o link para terem mais acesso a area multimédia dos serões. Desde já fiquem atentos porque quando lançar no site oficial os discursos, estarei postando os mesmos aqui no blog.

Agradeço a compreensão

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Vida em Abundância - Presidente Thomas S. Monson - Mensagem da Primeira Presidência

Presidente Thomas S. Monson

Vida em Abundância

Com a chegada de um novo ano, desafio os membros da Igreja do mundo inteiro a empreenderem uma busca diligente e significativa pelo que chamo de vida em abundância — uma vida repleta de sucesso, bondade e bênçãos. Assim como aprendemos princípios básicos na escola, ofereço-lhes algumas sugestões que podem ajudar todos a terem vida em abundância.
Tenham uma Atitude Positiva.

O primeiro princípio que vou abordar é a atitude. William James, psicólogo e filósofo norte-americano pioneiro, escreveu: “A maior revolução de nossa geração é a descoberta de que, ao modificarem as atitudes interiores da mente, os seres humanos podem mudar os aspectos externos de sua vida”.1

Muito na vida depende de nossa atitude. O modo pelo qual decidimos encarar as coisas e agir com as pessoas faz toda a diferença. Se dermos o melhor de nós e depois optarmos por ser felizes com nossas circunstâncias, sejam quais forem, poderemos ter paz e satisfação.

Charles Swindoll — escritor, educador e pastor cristão — disse: “A meu ver, a atitude é mais importante (…) que o passado, (…) o dinheiro, as circunstâncias, os fracassos, os sucessos e o que os outros pensam, dizem ou fazem. É mais importante que as aparências, os talentos ou as aptidões. Ela pode erguer ou derrubar uma empresa, uma igreja ou um lar. O extraordinário é que podemos escolher a cada dia a atitude que adotaremos”.2

Não podemos mudar o rumo do vento, mas podemos ajustar as velas. A fim de termos o máximo de felicidade, paz e satisfação, escolhamos uma atitude positiva.
Acreditem em Si Mesmos

O segundo princípio diz respeito a crermos — em nós mesmos, nas pessoas a nossa volta e em princípios eternos.

Sejam honestos consigo mesmos, com os outros e com o Pai Celestial. Uma pessoa que só foi honesta com Deus quando já era tarde demais foi o Cardeal Wolsey que, segundo Shakespeare, dedicou uma longa vida ao serviço de três soberanos e desfrutou de riqueza e poder. Por fim, foi destituído de seu poder e de suas posses por um rei impaciente. O Cardeal Wolsey exclamou:
“Se a meu Deus eu tivesse servido com metade do zelo
que dediquei ao soberano, Ele não me teria, nesta idade,
abandonado nu diante de meus inimigos”.3

Thomas Fuller, clérigo e historiador inglês do Século XVII, enunciou esta verdade: “Quem não vive de acordo com suas crenças é porque não crê”.4

Não se considerem limitados nem permitam que os outros os convençam de que são limitados no que podem fazer. Acreditem em si mesmos e, então, vivam de modo a atingir seu potencial.

Vocês podem alcançar o que acreditam que podem. Confiem, creiam e tenham fé.
Enfrentem os Desafios com Coragem

A coragem torna-se uma virtude proveitosa e significativa quando é vista menos como a disposição de morrer bravamente e mais como a de viver dignamente.

O ensaísta e poeta norte-americano Ralph Waldo Emerson disse: “Precisas de coragem em tudo o que fizeres. Seja qual for o caminho escolhido, sempre alguém dirá que estás errado. Sempre surgirão dificuldades que te deixarão tentado a crer nos críticos. Traçar um curso e segui-lo até o fim requer a mesma coragem de um soldado. A paz tem suas vitórias, mas elas exigem homens e mulheres destemidos”.5

Haverá momentos de medo e desânimo. Pode ser que venham a sentir-se derrotados. As chances de sucesso podem parecer ínfimas. Às vezes, vocês podem sentir-se como um Davi que tenta derrotar um Golias. Mas lembrem-se de que Davi foi de fato vitorioso!

É preciso coragem para o impulso inicial rumo à meta sonhada, mas necessitamos de ainda mais coragem quando tropeçamos e temos de envidar novos esforços para vencer.

Tenham a determinação de empreender os esforços, a obstinação de lutar para atingir uma meta digna e a coragem não só de enfrentar os desafios que inevitavelmente virão, mas também de redobrar os esforços, caso necessário. Às vezes, a coragem é aquela pequena voz ao fim do dia que diz: “Tentarei de novo amanhã”.

Tenhamos em mente esses princípios ao iniciarmos nossa jornada no ano-novo, cultivando uma atitude positiva, a crença de que podemos alcançar nossas metas e resoluções, e a coragem de enfrentar todos os desafios que porventura surgirem em nosso caminho. Então, teremos vida em abundância.
Ensinar Usando Esta Mensagem

Avalie a possibilidade de convidar os membros da família a relatar experiências pessoais nas quais a atitude positiva, a crença em si mesmos ou a coragem os tenham ajudado. Se preferir, peça-lhes que achem exemplos desses três princípios nas escrituras. Você pode também preparar-se para ensinar refletindo, em espírito de oração, sobre outras escrituras e experiências pessoais.
Jovens
Coragem para Enfrentar a Tempestade

Maddison Morley

Na segunda noite de meu acampamento das Moças da estaca, fomos surpreendidas por um forte temporal e um tornado. Havia 24 moças de nossa ala no acampamento e duas líderes, e todas tivemos de nos apertar em dois pequenos chalés, em busca de abrigo e proteção. A chuva estava forte e os ventos só pioravam. Fiquei continuamente pensando na oração que nosso presidente de estaca fizera no início da atividade, pedindo proteção. Nossa ala fez uma oração coletiva no chalé, e também fiz minhas orações pessoais.

Muitas meninas estavam com medo, e era fácil entender o motivo. Nosso chalé não era muito seguro, e estávamos perto de um rio. Uns vinte minutos depois, a tempestade ficou tão violenta que a estaca inteira teve que deixar os chalés em que estava e correr para o dos consultores, que ficava em um terreno mais alto. O presidente da estaca fez outra oração, e cantamos hinos, músicas da Primária e canções de acampamento para nos acalmar. Estávamos com medo, sim, mas sentíamos que tudo acabaria bem. Meia hora depois pudemos voltar em segurança para os chalés de cada unidade.

Algum tempo depois, soubemos o que acontecera com o tornado aquela noite. Ele se dividira em dois, gerando dois temporais. Um deles se desviou de nós pela direita, e o outro, pela esquerda. O que enfrentamos não tinha sido o pior da tempestade!

Sei que Deus ouviu nossas orações naquela noite e que nos protegeu do pior. Por que um tornado se dividiria em dois, a menos que Deus assim o determinasse? Sei que, nas tempestades da vida, podemos sempre orar ao Pai Celestial, e Ele nos ouvirá e responderá, dando-nos a coragem e a proteção de que precisamos para sair sãos e salvos.
Crianças
Capitão Morôni

O capitão Morôni teve coragem ao enfrentar desafios. Ele amava a verdade, a liberdade e a fé. Dedicou sua vida a ajudar os nefitas a preservar a liberdade. Você pode ser como o capitão Morôni se enfrentar seus desafios com coragem. Pode até fazer seu próprio estandarte da liberdade escrevendo abaixo — ou numa folha separada — as coisas que são importantes para você e sua família.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A Voz do Espírito - James E Faust

Sinto profundamente a responsabilidade que tenho de ensinar coisas sagradas. Tenho plena consciência de que o mundo está mudando e de que será radicalmente diferente daquele que conheço. Os valores mudaram. A decência básica e o respeito pelo que é bom estão desaparecendo. Uma escuridão moral está se instaurando. Em muitos aspectos, nossos jovens são a esperança do futuro; são como diamantes valiosos, que brilham ainda mais em meio à escuridão reinante.

Uma passagem das escrituras encontrada em Doutrina e Convênios exorta-nos: “Dai ouvidos à voz do Deus vivo”. 1 A voz do Espírito está ao alcance de todos. O Senhor ensinou: “O Espírito ilumina todo homem [e toda mulher] (…) que dá ouvidos a sua voz”. Afirmou ainda que “todo aquele que dá ouvidos à voz do Espírito vem a Deus, sim, o Pai”. 2 Algumas pessoas procuram encontrar a vida em abundância, e Paulo deixou claro que é “o espírito [que] vivifica”. 3 O próprio Salvador declarou: “As palavras que eu vos disse são espírito e vida”. 4


A Alegria é um Dom

Alguém talvez pergunte quais seriam então os frutos do Espírito? Paulo respondeu que são o “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”. 5 A alegria que buscamos não é uma mera sensação de euforia passageira, mas uma felicidade interior constante, aprendida por meio de longa experiência e da confiança em Deus. O ensinamento de Leí a seu filho Jacó esclarece: “Os homens existem para que tenham alegria”. 6 Para alcançarmos esse grande objetivo, precisamos dar “ouvidos à voz do Deus vivo”.

Afirmo como testemunha viva que alcançamos a alegria ao darmos ouvidos ao Espírito. E falo por experiência própria. As pessoas que pautam sua vida pelo evangelho “[vivem] felizes” 7 , assim como os nefitas. Em todo o mundo, nos muitos países em que a Igreja está estabelecida, os membros poderiam adicionar seu testemunho ao meu. Inúmeras evidências mostram que a promessa de paz, esperança, amor e alegria são dons do Espírito. Nossa voz une-se em súplica para que todos os filhos de Deus venham também a desfrutar essas dádivas.

As Vozes do Mundo

Todavia, ouvimos outras vozes. Paulo disse que “há (…) tanta espécie de vozes no mundo” 8 que competem com a voz do Espírito. A voz do Espírito está sempre presente, mas é serena. Isaías afirmou: “E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre”. 9 O adversário tenta silenciar essa voz com inúmeras vozes altas, persistentes, persuasivas e atraentes:

• Vozes negativas que relembram as injustiças que as pessoas acham que sofreram.
• Vozes queixosas que detestam os desafios e o trabalho.
• Vozes sedutoras que incitam à sensualidade.
• Vozes lisonjeiras que nos acalentam com segurança carnal.
• Vozes intelectuais que professam sofisticação e superioridade.
• Vozes orgulhosas que confiam no braço de carne.
• Vozes aduladoras que nos incham de orgulho.
• Vozes céticas que destroem a esperança.
• Vozes hedonistas que nos impelem à busca de prazeres.
• Vozes de comerciais que nos tentam a despender “dinheiro naquilo que não tem valor [e nosso] trabalho naquilo que não pode satisfazer”. 10
• Vozes delirantes que instigam o desejo de “sensações fortes”. Não me refiro a drogas ou álcool, mas à busca de experiências perigosas e que causem risco à vida apenas pelo prazer. A vida, até mesmo a nossa própria, é tão preciosa que somos responsáveis por ela perante o Senhor e não devemos brincar com ela. Quando perdida, não é possível recuperá-la.

Bombardeados por Mensagens

Hoje em dia, sofremos um ataque constante de vozes que nos dizem como viver, como satisfazer nossas paixões, como ter tudo o que desejamos. Ao alcance da mão, há programas de computador, bancos de dados, canais de televisão, computadores interativos, receptores de satélite e redes de comunicação que nos sufocam com informações. Existem menos locais para refúgio e paz. Nossos jovens são bombardeados pelo mal e pela iniqüidade como em nenhuma outra geração. Ao presenciar tal situação, lembro-me das palavras do poeta americano T. S. Eliot: “Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento? Onde está o conhecimento que perdemos nas informações”? 11

Talvez seja mais difícil para a nova geração permanecer fiel; de certa forma, até mais desafiador do que puxar carrinhos-de-mão pelas planícies. Quando um pioneiro falecia na imensidão do território inexplorado dos Estados Unidos, seus restos mortais eram enterrados e os carrinhos-de-mão seguiam viagem para o Oeste, mas os sobreviventes enlutados tinham esperança pela alma eterna desse ente querido. Contudo, quando alguém morre espiritualmente no deserto do pecado, a esperança pode ser substituída pelo temor e a preocupação com o bem-estar eterno da pessoa amada.

Muitos da nova geração foram condicionados pelo mundo a ter ambições sem limites e a querer satisfazê-las de imediato. Eles não querem economizar nem trabalhar. Tais desejos egoístas e impacientes tornam-nos suscetíveis às tentações. O Livro de Mórmon identifica quatro tipos de tentações a que Satanás recorre:

• Acumular riquezas;
• Ganhar poder sobre os outros;
• Adquirir popularidade aos olhos do mundo;
• Buscar os prazeres da carne e as coisas do mundo. 12
A tática de Satanás é “desviar da verdade o coração deles, para que se tornem cegos e não compreendam as coisas que para eles foram preparadas”. 13 Ele lança mão de artifícios para obscurecer nossa visão e dispersar nossa atenção.

O Presidente Heber J. Grant (1856–1945) afirmou: “Se formos fiéis na obediência aos mandamentos de Deus, Suas promessas se cumprirão integralmente. (…) Entretanto, o problema é que o adversário da alma dos homens lhes cega a mente. Ele joga areia, por assim dizer, em seus olhos, e eles ficam cegos por causa das coisas deste mundo”. 14

Ouvir Vozes Justas

Como vamos conseguir escolher as vozes que escutaremos e nas quais acreditaremos? As repercussões para nós individualmente são imensas. A fim de sobrevivermos espiritualmente, precisamos fazer pelo menos estas quatro coisas:

Primeiro, devemos exercer com sabedoria o arbítrio moral. Amaléqui ensinou-nos como podemos fazer escolhas corretas: “Nada há, que seja bom, que não venha do Senhor; e o que é mau vem do diabo”. 15 A cada momento, repetidamente, precisamos escolher entre o que vem do Senhor e o que vem do diabo. Assim como pequenas gotas de tinta numa tela formam uma paisagem, nossas decisões a cada minuto moldam o nosso caráter.

Segundo, precisamos ter um propósito. David Ben Gurion, falecido ex-primeiro ministro de Israel, fez certa vez uma declaração sobre Leon Trostky, um dos mentores da revolução comunista russa. Segundo ele, Trostky não era um líder. Era alguém brilhante, mas não um líder, pois não tinha nenhum propósito. 16 Todos na vida necessitam de um propósito. Como membros da Igreja de Cristo, devemos refletir sobre o resultado de nossa salvação. 17 Alguém disse: “é preciso ter convicções firmes, do contrário seremos presas fáceis”.

Os mais fiéis dentre os nefitas tiveram de concentrar-se para ouvir a voz que precedeu a visita do Salvador. “Ouviram uma voz que parecia vir do céu; e olharam em todas as direções, porque não entendiam a voz que ouviam; e não era uma voz áspera nem forte; entretanto, apesar de ser uma voz mansa, penetrava-lhes até o âmago, de modo que não havia parte de seu corpo que não tremesse; sim, penetrou-lhes na própria alma e fez-lhes arder o coração.” 18 Eles ouviram a voz pela segunda vez e não a compreenderam. Quando a ouviram pela terceira vez, “aguçaram os ouvidos para escutá-la; e seus olhos estavam voltados para o lugar de onde vinha o som; e olhavam fixamente para o céu, de onde vinha o som”. 19 Se nos propusermos a escutar a voz do Espírito, também aguçaremos os ouvidos, olharemos com fé para a fonte da voz e contemplaremos fixamente o céu.

Terceiro, devemos fortalecer nosso testemunho. Todos precisamos estudar o plano de salvação e aprender sobre nossa relação com Deus. Ao andarmos pela fé, experiências espirituais que fortificarão nossa fé e testemunho serão confirmadas em nosso coração.

Quarto, devemos estudar as escrituras, que são “a voz do Senhor e o poder de Deus para a salvação”. 20 O Senhor também disse o seguinte sobre Sua palavra nas escrituras: “Pois é minha voz que vo-las diz; pois vos são dadas pelo meu Espírito”. 21

Sugiro uma solução simples para escolhermos o canal que sintonizaremos: ouvir e seguir a voz do Espírito. É uma solução antiga, eterna e talvez não seja valorizada numa sociedade sempre em busca de algo novo. Exige paciência num mundo que procura a satisfação instantânea dos prazeres. Essa solução é discreta, serena e sutil num mundo encantado pelo que é ruidoso, apressado, trepidante, espalhafatoso e brutal. Essa solução exige que sejamos contemplativos enquanto as pessoas a nossa volta procuram estímulos físicos sem cessar. (Isso pode parecer tolo numa época em que estamos expostos a tanta imundície que nem vale a pena mencionar.) Essa solução é uma mensagem única, constante e atemporal num mundo que logo se entedia com a ausência de intensidade, variedade e novidade. Essa solução nos obriga a andar pela fé num mundo governado pela visão. 22 Com os olhos da fé, enxergaremos verdades eternas, invisíveis e espirituais, enquanto a maioria das pessoas do mundo depende apenas de coisas concretas, conhecidas somente por meio dos sentidos físicos.

Precisamos aprender a refletir sobre as coisas do Espírito e a dar ouvidos aos Seus sussurros, filtrando a estática gerada por Satanás. Ao entrarmos em sintonia com o Espírito, ouviremos “a palavra do que está por detrás de [nós], dizendo: Este é o caminho, andai nele”. 23 Ouvir a “voz do Deus vivo” nos dará “paz neste mundo e vida eterna no mundo vindouro”. 24 Esses são os mais preciosos de todos os dons de Deus. 25

NOTAS

1. D&C 50:1.
2. D&C 84:46–47.
3. II Coríntios 3:6.
4. João 6:63.
5. Gálatas 5:22–23.
6. 2 Néfi 2:25.
7. 2 Néfi 5:27.
8. I Coríntios 14:10.
9. Isaías 32:17.
10. 2 Néfi 9:51.
11. “Choruses from ‘The Rock’”, The Complete Poems and Plays (1930), p. 96.
12. Ver 1 Néfi 22:23.
13. D&C 78:10.
14. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Heber J. Grant (2002), p. 30.
15. Ômni 1:25.
16. Ver Academy of Achievement, “Interview: Shimon Peres”, Internet, http://www. achievement.org.
17. Ver D&C 46:7.
18. 3 Néfi 11:3.
19. Ver 3 Néfi 11:4–5.
20. D&C 68:4.
21. D&C 18:35.
22. Ver II Coríntios 4:18; 5:7.
23. Isaías 30:21.
24. D&C 59:23.
25. Ver D&C 14:7.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A importância de Cristo em sua vida...

Bom, com certeza estamos chegando a mais uma época de pascoa, época de lembrarmos do sacrificio expiatório de Jesus Cristo. Com certeza ele fez o melhor em sua vida. Agora pergunto: Estamos seguindo Seu exemplo dando o nosso maximo em nossa vida? Estamos fazendo nossa parte guardando os mandamentos que Deus? O que adianta dizermos que somos fiéis e gratos a Deus se não fazemos a nossa parte? Então faço este convite a todos que meditem estes dias que marcam o fato que mudou o curso de toda a história, ou seja a vitória de Cristo contra a morte e contra o pecado...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mensagens da Presidencia da Estaca Anápolis - A posição da Igreja referente aos jogos de azar

Todos nós estamos aqui na Terra para aprendermos. E nada melhor que seguir os conselhos de nossos líderes locais e Lideres Gerais da Igreja. Então a intenção essa mensagem não é para julgar comportamento ou pessoas. mas alertar, através de algumas posições dos nossos amados profetas, que NEM TODOS CONHECEM, principalmente os membros novos que estão entrando para a Igreja, embora os membros mais experientes também possam se beneficiar....POIS SE A TROMBETA DAR SONIDO INCERTO, QUEM SE PREPARARÁ PARA A BATALHA? (1 Corintios 14:8)

A POSIÇÃO CONTRÁRIA DA IGREJA PERANTE OS JOGOS DE AZAR

1- CONTRARIO A ORDEM E DISCIPLINA DA IGREJA - Temos sido ensinados todos os dias de nossa voida que jogar cartas não é bom e contraria a ordem e a disciplina da Igreja. As autoridades tem apelado ao povo, além de ser publicado nos materiais da Igreja, que se abstenha desse prazer maléfico. Não obstante, alguns de nossos irmãos encaram o jogo de azar como passatempo inofensivo. mas extremamente pernicioso.

2- DESOBEDIENCIA AOS CONSELHOS DO SENHOR - Demonstra falta de obediencia aos conselhos do Senhor da parte dos membros que nele se comprazem; e mesmo que não houvesse outra observação, seria no mínimo um PERNICIOSO DESPERDÍCIO DE TEMPO, que poderia ter empregado em ocupação mais proveitosa.

3- UM HÁBITO COMO FUMAR E BEBER - Acredito nos esportes, na recreação e divertimento benéficos ao corpo e a mente do homem, e que os jogos do tipo apropriado são bons e devem ser praticados ocasionalmente (...)jogar cartas TORNA-SE UM HABITO exatamente como fumar e beber(...) na sua influência sobre o caráter é exatamente igual ao fumo e bebidas fortes. Não acredito em desperdiçar o tempo precioso, praticando alguma coisa condenada pelas autoridades da Igreja, ao darem conselhos conforme lhes vêem pela inspiração do Espírito do Senhor. Os Santos dos Ultimos Diasdevem confiar nos líderes e SEGUIR OS ENSINAMENTOS DAS AUTORIDADES DA IGREJA, pois falam com a voz de profecia e revelação( Pres. joseph Fielding Smith - Doutrinas de Salvação Volume 3 p 307-308)

4- JOSEPH F SMITH DIZ SOBRE JOGOS DE AZAR: Apesar de que o jogo de cartas em si seja talvez inofensivo, sem duvida alguma terminará pela repetição imoderada, numa paixão pelos jogos de azar em excesso, em perda de tempo precioso, embotamento e estupor mental e na completa destruição de sentimentos religiosos. estes são resultados graves...danos que devem e tem de ser evitados(...)O jogo de azar é um prazer excessivo. É inebriante e, portanto tem a natureza de um vício.(...)Dizei-me quais vossos entretenimentos preferidos e se já haveis tomado escravos deles, eu vos direi quem sois. entre os que se dedicam com frequência ao jogo de azar, poucos não se tornam escravos desse vício. (Doutrinas de Salvação Vol 3 p. 310)

5- PRESIDENTE BRIGHAM YOUNG ACONSELHA: Jogos carteados e outros jogos de azar devem ser evitados como caminho da destruição. todás essas praticas tem sido desencorajadas pelas Autoridades da Igreja desde o princípio.
(...)quando o batalhão mórmon foi convocado a defender o país, o Presidente Young disse a todos os voluntários: (...) que deviam evitar os jogos de azar e se tiverem baralhos, deveriam queima-los

Sei que estas coisas são verdadeiras...